Baile de Carnaval do Belmond Copacabana Palace homenageou a Itália com o tema Dolce Carnevale e trouxe a atriz Deborah Secco como rainha

A atriz Débora Secco e a diretora-geral do Belmond Copacabana Palace Hotel, Andréa Natal, durante o baile

Na edição 2019, o tradicional Baile do Copa teve como tema Dolce Carnevale e fez uma homenagem à Itália, um dos países mais fascinantes do mundo, conhecido por sua alegria, clima festivo, romantismo, musicalidade, arte, moda e gastronomia. Promovido pelo hotel Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o evento contou com a atriz Deborah Secco no posto de rainha. O Baile do Copa, que já faz parte do calendário oficial de eventos do Rio de Janeiro, foi realizado no último sábado, dia 2 de março.

O Carnaval é uma das datas preferidas de Andréa Natal, diretora-geral do hotel, que considera a festa uma das mais bonitas do mundo. “O Baile do Copa é uma festa aguardada o ano todo e traduz muito bem a energia da data. Todos estão felizes, dançando e se divertindo com fantasias maravilhosas, pensadas exclusivamente para a ocasião”, conta Andréa. Para a escolha do tema, a diretora-geral explica que o Copa sempre busca ser criativo e homenagear uma cultura diferente. “No ano passado falamos das tradições ciganas com o tema Gipsy Folie. Também já tivemos temas relacionados ao Japão, China, África, Espanha e Grécia e, este ano, falamos da Itália, país que dispensa qualquer apresentação e que é adorado por pessoas dos quatro cantos do mundo. Presenteamos turistas e cariocas com uma grande celebração à moda italiana”, completa. Não se pode deixar de falar que o Brasil é o país com o maior número de descendentes de italianos do mundo: são cerca de 30 milhões de brasileiros, número corresponde à metade do total das pessoas com ascendência italiana do mundo, de acordo com a Fondazione Migrantes.

Este ano, a coroa de rainha do Baile do Copa foi entregue para a musa Deborah Secco , considerada uma das principais atrizes brasileiras de sua geração. Deborah, que foi uma das protagonistas da novela “Segundo Sol” como a vilã Karola, recebeu o título que já pertenceu a personalidades como Isis Valverde, Sabrina Sato, Marina Ruy Barbosa, Luana Piovani, entre outras. “Estou muito lisonjeada com o convite para ser a rainha do Baile do Copa. Foi uma experiência única na minha vida e me dediquei ao máximo para honrar o posto”, conta Deborah.

E por que não aproveitar a ocasião para homenagear a grande atriz do cinema Sofia Loren, uma das atrizes italianas mais famosa de todos os tempos? Deborah Secco teve sua caracterização inspirada nessa grande atriz do cinema que, segundo Deborah, não há outra maneira de se falar em Itália sem pensar em Sofia. A figura da “mamma” é outra peça importante nessa representação. Seja em filmes ou na vida real, ela é considerada a verdadeira base da família, e o baile também teve a representação dessa mamma forte, extremamente dedicada e guerreira, ao mesmo tempo em que é doce, carinhosa, protetora e muito amada; ela é a coluna da sociedade italiana. O Baile do Copa é feito para as mulheres, são elas que abrilhantam os salões com suas produções inovadoras e elegantes. Deborah, inclusive, tem uma ligação muito forte com a Itália: seu bisavô era italiano – o sobrenome Secco vem de lá. E Deborah completa: “A Itália é o lugar da Europa que mais visitei na vida. Amo os exageros e a alegria de viver do povo italiano!”.

O responsável por trazer a cultura e as tradições do país da bota para os salões do Copa – Golden Room, Nobre e Frontais – foi o carnavalesco, cenógrafo e figurinista Mario Borriello, filho de italianos. Formado em Belas Artes e Desenho Industrial, Mario já trabalhou para diversas escolas de samba como Salgueiro, União da Ilha e Império Serrano. Como carnavalesco, foi campeão do Carnaval de 1993 pelo Salgueiro e ganhou o prêmio “Estandarte de Ouro” na categoria “Melhor Enredo” com o samba “Peguei um Ita no Norte”, mais conhecido como “Explode Coração”.

Mario mergulhou de cabeça em todo o universo italiano para criar a decoração deste ano. “Para esse Baile do Copa, que tem como tema um país com atributos e encantos mil, escolhi fazer uma grande mistura de diferentes regiões, estilos e tradições italianas, para virar um belo Carnaval. As pessoas conheceram uma Itália como jamais imaginaram”, conta o carnavalesco.

Logo na chegada, no tapete vermelho, os convidados foram recebidos com uma grande Tarantella, dança típica das regiões do sul da Itália, muito em evidência nos séculos XIV e XV, mas que existe até os dias de hoje. Na galeria de entrada, a região do Piemonte deu as boas-vindas aos presentes, com diversos produtos típicos da região, incluindo itens que iam da moda à gastronomia. Nas escadas, os convidados eram impactados por uma plantação de parreiras e uvas, também tradicionais no Piemonte.

A primeira varanda transportou todos para a época do Renascimento italiano, movimento que marcou o início de um processo de renovação cultural, que se desenvolveu durante os séculos XV e XVI. Florença e Veneza foram os destaques, com muitas pombas brancas e flâmulas ricamente bordadas para a decoração. Um pequeno grupo tocou cançonetas típicas italianas, mas com uma nova roupagem, com um arranjo mais contemporâneo. Ainda na primeira varanda, os convidados encontraram um ciclorama com ilustração de Veneza e seus famosos gondoleiros. Ao alto, pombas, estandartes e guirlandas.

A segunda parte da varanda do Copa trouxe uma visão lúdica, com muitas flores coloridas e personagens do Carnaval tradicional de Veneza (século XVIII) – usando as famosas máscaras venezianas – que interagiram com os presentes, anunciando a folia e convidando todos para o “Carnaval de Veneza”. Leques trabalhados, com muitos bordados, foram espalhados no local, sendo as cores predominantes o lilás, branco e dourado. Mais à frente, uma área dedicada ao cinema italiano, com uma visão retrô, fez uma homenagem a grandes nomes que fizeram parte da história cinematográfica italiana, como o ator Vittorio Gassman e as atrizes Virna Lisi e Silvana Mangano. Fitas de cinema estiveram espalhadas pelo ambiente, além de luminárias penduradas com nomes dos artistas e diretores, estrelas e cartolas para completar a decoração. A última varanda foi transformada em uma verdadeira trattoria napolitana, representando um dos pilares principais do país, que tem a sua gastronomia reconhecida como uma das melhores e mais saborosas do mundo.

Já nos salões frontais, o buffet representou a região de Siracusa, na Sicília, famosa por seu mercado de peixes. Os convidados encontraram duas gigantescas fontes, aonde foram dispostas diferentes variedades de sobremesas. O salão Nobre representou a moda italiana, trazendo uma visão contemporânea, sendo as cores predominantes o vermelho, laranja e amarelo. O salão se transformou em uma plantação de limões e expôs seis grandes esculturas de David – umas das mais famosas criadas pelo artista renascentista Michelangelo – que carregaram adereços do mundo da moda. Os centros de mesa do salão Nobre eram enormes manequins nas cores da bandeira da Itália, com fitas métricas e outros elementos relacionados à moda. Finalmente, o Golden Room foi palco do Carnaval de Veneza, com muitas máscaras e símbolos do Carnaval típico da cidade situada no nordeste da Itália para fazer a decoração, que teve a cor vermelha predominante. Além disso, muitas estrelas, lua e sol estiveram espalhados pelo Golden Room.

No farto buffet elaborado pelo chef de banquetes do Copa, Luis Guilherme Cirino, os convidados puderam degustar diferentes opções como “Caprese trilogia de tomates”; “Cubos de filé ao molho tonato” e “Cous cous de frutos do mar, pesto siciliano”. A surpresa da noite ficou por conta da estação de pizzas com pizzaiolos produzido em tempo real, com todas as acrobacias que um verdadeiro show  gastronômico merece.


Luiza Brunet com o colunista social Anderson Pinheiro, de Franca (SP)

O Belmond Copacabana Palace contou com a presença de grandes personalidades como Renata Kuerten, Ricardo Pereira, Quitéria Chagas, Monique Alfradique, Antonia Fontenelle e Gloria Maria, que puderam conhecer a Itália do Baile do Copa. Os convidados puderam participar de uma verdadeira viagem que os transportou para uma Itália sensorial e estilizada, em um tributo à arte de bem viver, comer e beber. A verdadeira “Dolce Vita”, idealizada e imortalizada por Federico Fellini.


Andréa Natal, diretora-geral do Belmond Copacabana Palace, com o colunista social Anderson Pinheiro, de Franca (SP)

Confira alguns flashes do baile pelas lentes de Miguel Sá:

Sobre o Baile

Realizado tradicionalmente aos sábados de carnaval, o baile do Copa conta com presenças marcantes desde seu início. O hotel, inaugurado em agosto de 1923, abriu suas portas para o primeiro baile de carnaval em fevereiro de 1924. Jayne Mansfield, em 1959, causou sensação quando a alça de seu vestido se soltou. Brigitte Bardot foi uma das atrações em 1964. Este baile comemorava o quarto centenário do Rio, com decoração de Júlio Senna em sete salões – representando as ruas do Rio Antigo. Cento e oitenta músicos se revezaram sem interrupção nesta ocasião. No júri, além de BB, Porfírio Rubirosa e Elza Martinelli. Em 67, o júri foi presidido por Gina Lollobrigida. Mas o baile do Copa teve outras presenças memoráveis, entre as quais: Orson Welles, Ginger Rogers, Mary Pickford, Joan Fontaine, Rhonda Fleming, Walter Pidgeon, Lana Turner, Ann Miller, Zsa Zsa Gabor, Kim Novak, Romy Schneider, Kirk Douglas e Rita Hayworth, que chegou a desfilar pelo salão fantasiada de baiana. Em 1973, o baile do Copa deixou de ser realizado pelo hotel. Sua reedição oficial aconteceu 20 anos depois, quando a nova direção percebeu a necessidade de recriar um luxuoso baile. Este teria que ser à altura das melhores tradições do carnaval do Rio e honrando a nobre história do próprio hotel.

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  1. Enilson Costa Reply

    Parabéns! Você, como sempre, faz a melhor cobertura.

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