Carnaval acende alerta para prevenção de doenças e acidentes de trânsito

Especialistas do Senac Franca apontam as principais enfermidades disseminadas no período e dão dicas para curtir a folia em segurança – (Foto: Reprodução/Ilustrativa)

O Carnaval é um dos feriados mais aguardados no Brasil por quem gosta de aproveitar a folga prolongada para curtir a folia. Apesar de ser uma data marcada por alegria, o feriado mais longo do calendário requer cuidados, principalmente quanto à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 830 mil pessoas vivem com HIV e Aids no país, e estima-se que 136 mil pessoas ainda não sabem que estão com vírus.

Entre os jovens os dados são ainda mais alarmantes. Também de acordo com o Ministério da Saúde, esse público é o que menos usa preservativos, o que tem impacto direto no aumento de casos de DST. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 14,9 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 22,2 casos em 2016. Entre os jovens de 15 a 19 anos, o índice aumentou, passando de 3,0 em 2006 para 5,4 em 2016.

Diante desse cenário, algumas medidas básicas de prevenção se fazem necessárias, inclusive durante as festividades carnavalescas. “Há mitos e verdades em relação à contaminação pelo vírus do HIV que são importantes de serem esclarecidas. A doença pode ser contraída por meio de relações sexuais sem preservativos, uso de seringa contaminada, transfusão de sangue e, ainda, pode ser passada de mãe para filho durante a gestação”, explica Haiani Mendes, docente da área de enfermagem do Senac Franca.

“Por outro lado, é importante ressaltar que o vírus não é transmitido pelo simples contato por meio do beijo, lágrima, aperto de mão, uso do mesmo sabonete ou toalhas, talheres e copos, banheiro e piscina”, diz Haiani.

A especialista também orienta que a Hepatite B, assim como o HIV, é uma doença que tem alto índice de disseminação no Carnaval, por isso é importante estar com a vacinação em dia, usar preservativos nas relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas e escovas de dente. Outro alerta feito pela docente é sobre a disseminação da Mononucleose, popularmente conhecida como doença do beijo.

“São muitas festas durante os quatro dias do feriado e isso também pode significar muitos beijos distribuídos e, por isso, é preciso ter cuidado com a Mononucleose. A doença afeta principalmente a faixa etária de 15 a 25 anos, sendo contraída por meio da saliva. O vírus pode ficar incubado por até 45 dias, mas a pessoa contaminada pode transmitir a enfermidade por até um ano ou mais”, conta Haiani.

A doença do beijo pode apresentar sintomas que são difíceis de detectar por serem parecidos com de outras doenças.  “Os sinais englobam febre, dor ao engolir, dor de garganta, tosse, dor nas articulações, aumento do baço e erupções na pele.” De acordo com a docente do Senac, ainda há outras complicações decorrentes da Mononucleose.

“Anemia, distúrbios no sistema de coagulação, síndrome de Guillain Baré, que atinge o sistema autoimune e o sistema nervoso, e a ruptura do baço são as lesões mais graves que podem ser desenvolvidas. O tratamento da famosa doença do beijo é baseado em analgésicos, antitérmicos e corticoides, além de hidratação, repouso e higienização”, afirma Haiani.

Além das questões de saúde, é preciso cuidado na direção dos veículos, especialmente pelo alto consumo de bebidas alcoólicas. Em 2018, a Polícia Militar registrou 812 acidentes e 21 mortes nas estradas estaduais de São Paulo durante o Carnaval. Para que esses indicadores reduzam, é preciso ficar atentos a alguns lembretes.

Eliana da Silva, que também é docente na área de enfermagem no Senac Franca, alerta: “Não dirigir alcoolizado nem usar o celular no trânsito, respeitar o limite de passageiros nos veículos, fazer a manutenção periódica antes de viajar, usar o cinto de segurança e respeitar o limite de velocidade são ações que devem ser seguidas ao pé da letra quando se trata de segurança no trânsito. Mesmo que seja uma época de festa, os cuidados não são diferentes”.

A especialista ainda ressalta que o uso de álcool e drogas está ligado diretamente a perda de reflexos, redução da coordenação motora, estado de raciocínio lento e baixa capacidade de julgamento. “Essa é a época do ano em que mais aumentam os casos de atendimentos de urgência e emergência em hospitais com pacientes politraumatizados em decorrência de acidentes de trânsito e brigas em festas de Carnaval provocados pelo uso de álcool e droga, por isso é importante reforçar: se beber, não dirija”, pontua Eliana.

Serviço:

Senac Franca
Endereço: Rua Alfredo Lopes Pinto, 1.345, Vila Teixeira – Franca/SP
Informações e inscrições : www.sp.senac.br/franca

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