Prefeitura e lideranças buscam soluções para retorno das atividades em Franca. Por enquanto, lojas e indústrias devem permanecer fechadas

A Prefeitura de Franca voltou a ser palco na manhã dessa sexta-feira de uma nova reunião do prefeito Gilson de Souza com representantes da indústria de calçados, dos trabalhadores, da Acif, dos Varejistas e comerciários, médicos e membros do Ministério Público. O objetivo coletivo do grupo foi avaliar a situação de momento ocasionada pelo Covi-19, seus impactos e adotar medidas que permitam o retorno das atividades do comércio e indústria gradativamente em Franca, desde que precedidas da adoção de medidas preventivas e de segurança que a situação exige.
Enquanto isso, o decreto que prevê a suspensão das atividades nas fábricas e parte do comércio na cidade deve ser respeitado. O prefeito, em sua fala de abertura, agradeceu a presença e o empenho de todos na busca de encontrar um caminho, enfatizando que o momento é crítico e exige sabedoria de todos os envolvidos. Pontuou que tomou as decisões até aqui de forma coletiva, a partir dos apelos das lideranças dos setores da indústria, do comércio e da saúde, que previam um quadro sombrio com avanço dos casos de coronavírus no país. Foi destacado também que, por conta dessas providências, a cidade tem um quadro diferenciado em relação a outras, sem nenhum registro positivo, pelo menos até na quinta-feira.

INDÚSTRIAS
Os presidentes do Sindifranca (Sindicato da Industria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, e dos Trabalhadores, Sebastião Ronaldo, falaram em seguida, defendendo a manutenção das restrições em vigor até o dia 7 de abril. “Vamos acatar um pedido feito pelas próprias lideranças sindicais, de manter o fechamento por mais a semana que vem para as fábricas encontrarem medidas para poder abrir com segurança. Os dois acordaram de avaliar juntos os ajustes que precisaram ser feitos para isso”, disse o prefeito.
Brigagão entregou um Plano de Ação, contendo diversas medidas a título de sugestão e obrigatórias, a serem adotadas pelas empresas, com prazo durante a semana para as adequações e retorno das atividades no dia 8, após o término da vigência do Decreto Municipal em vigor. O dirigente dos trabalhadores, por sua vez, foi solidário com as medidas, mas ponderou que precisaria conhecer o plano dos empresários, pedindo que conversem e avaliem juntos. Isso será feito até segunda-feira, dia 30, quando nova reunião voltará a ser feita na Prefeitura. O Plano de Ação foi encaminhado para a avaliação da Vigilância Sanitária.
Nesse intervalo, o prefeito tentará contato com o governador João Dória, para mostrar-lhe a ansiedade das classes empresarial e trabalhadora da cidade, do comércio, indústria e serviços, no sentido de flexibilizar o seu Decreto de tal forma que, com as medidas de proteção recomendadas pelas autoridades da saúde, as atividades comecem ser retomadas por etapas.


COMÉRCIO
As lojas devem seguir os decretos estadual e municipal em vigor e permanecer fechadas em Franca, exceto os serviços essenciais, como do setor de alimentos, até dia 7 de abril. “O decreto da Prefeitura para fechamento do comércio seria por sete dias, terminaria nesta sexta-feira, mas o governador do Estado fez um decreto para as lojas fecharem em todos os municípios do Estado até o dia 7 de abril. Franca tem que atender. Estamos seguindo o governador Dória, tivemos que fazer esse alinhamento”, explicou o prefeito Gilson de Souza, ressaltando que aguarda também um plano de trabalho da Acif para ver a possibilidade de retorno, com segurança, e com anuência do governo estadual.
O promotor de Justiça Eduardo Tostes, presente na reunião, explicou que, mesmo se o prefeito suspendesse seu decreto para o comércio voltar a funcionar, não adiantaria, pois o decreto do governador João Dória, que segue com fechamento até 7 de abril, prevaleceria.
Tostes ressaltou o acerto das medidas tomadas pelo prefeito, em seu entender, corretas e no momento certo. “As autoridades médicas têm atestado que as medidas adotadas em Franca têm dado certo para evitar a epidemia. Não tem porque agora desesperar, temos que agir com calma, tomar as decisões necessárias. Minha proposta é que o decreto seja mantido, sim, para ter tempo de planejar com as lideranças da indústria, do comércio e com a participação dos trabalhadores, para uma volta responsável. Não sabemos ainda como, se será de forma gradual, porque a epidemia vai sofrendo alterações e temos que estar atentos a isso”, afirmou Tostes.
O presidente da Acif, Tarciso Bôtto, questionou o médico Daniel Haber, presidente da Unimed, como avaliaria um possível retorno do comércio na próxima semana. Haber disse que ‘poderia, mas seria arriscado’. A Acif se comprometeu, então, a elaborar um plano de ação para retorno gradual do comércio. A proposta deve ser apresentada ao prefeito na segunda-feira.
Nova reunião com os setores do comércio e a própria Acif e Sindicato Varejista será feita também na segunda-feira em horário a ser definido.

Fotos: Sindifranca/Divulgação

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