Profissional do Senac Franca orienta sobre os perigos da automedicação

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Quem não conhece a expressão popular “com saúde não se brinca”? Pois bem, agora responda: quando surgem as famosas dores de cabeça ou nas costas, entre outras, você toma remédios por conta própria ou busca orientação profissional? A resposta pode parecer simples para muitas pessoas, afinal, tomar um remédio por conta não faz mal, certo? Errado! As consequências da automedicação podem ser graves, até mesmo fatais.

Segundo o Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 76,4% dos brasileiros se automedicam e, entre eles, 72% confiam na indicação feita pela família, 42,4% na feita por amigos, 17,5% por colegas de trabalho ou estudo, e 13,7% nas indicações de vizinhos. Há ainda um grupo de porcentagem significativa (32%) que costuma aumentar a dose prescrita pelo médico por conta própria para potencializar a ação do remédio, o que é um imenso risco para a saúde.

A automedicação se tornou um hábito comum entre os brasileiros, e a principal causa é a falta de conhecimentos. Muitas pessoas ainda não compreendem que medicamentos são combinações químicas que, quando ingeridas sem orientação médica, podem causar alergias, intoxicações e até morte.

“A prescrição médica é muito importante para o êxito dos tratamentos. Quando isso não acontece e os medicamentos são definidos por conta própria, os sintomas podem se agravar e prejudicar ainda mais a saúde, além de mascarar doenças. Temos como exemplo o uso indevido de antibióticos, se o paciente não ingere nas horas corretas e nos dias recomendados, a infecção pode retornar pior e mais forte”, afirmou Gisele Finatti, docente de farmácia do Senac Franca.

A profissional alerta também que há medicamentos que, ao serem ministrados juntos, anulam o efeito um do outro e não resolvem nenhum problema. “É preciso deixar a decisão nas mãos de quem entende sobre o assunto. A automedicação não é algo simples e inofensivo”.

Os medicamentos podem ser tanto a solução quanto a causa de problemas graves, e não só para quem usa, mas também para o meio ambiente. Uma pesquisa realizada pela Brasil Health Service aponta que cada quilo de medicamento descartado incorretamente pode contaminar até 450 mil litros de água.

No Brasil, existem programas de coleta de resíduos químicos em diversas cidades. Em Franca, por exemplo, há farmácias privadas que fazem a coleta de medicamentos vencidos.

É pensando na correta orientação da população que o Senac Franca oferece diversos cursos de capacitação profissional, a fim de preparar seus alunos para o mercado com rica bagagem teórica e prática. “O conhecimento é fundamental para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à comunidade. A formação técnica em farmácia, por exemplo, favorece o bom atendimento em hospitais e farmácias, oferecendo aos pacientes adequadas orientação e manipulação de medicamentos”, disse Gisele.

O Técnico em Farmácia é uma das mais tradicionais qualificações do Senac Franca. A unidade oferece o curso desde 1998 e já formou mais de 500 profissionais. No dia 3 de agosto, novas turmas terão início. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.sp.senac.br/franca, no qual os pré-requisitos de idade e escolaridade mínimas estão descritos, ou pessoalmente na instituição. Dúvidas pelo telefone (16) 3402-4100.

 
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