São Paulo inicia reabertura gradual da economia e novas regras entram em vigor

Anunciada esta semana, a decisão ainda gera questionamentos sobre as medidas de isolamento e distanciamento social. Especialista alerta que é momento de repensar novos hábitos e comportamentos em áreas sem restrições – (Foto: Nathaniel Noir, Alamy Stock Photo)

Na mesma semana em que São Paulo se aproxima de 7 mil mortes provocadas pelo novo Coronavírus, as autoridades da capital paulistana e do Estado de São Paulo anunciaram que partir da próxima segunda-feira, 01, serão colocadas em prática as novas medidas para reabertura gradual da economia.

Mesmo com a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais municipais superando 92%, as autoridades decidiram manter a proposta de reabertura gradual dos comércios para dar novo folego à economia. Durante o pronunciamento das novas medidas de flexibilização, as autoridades destacaram que será implementada uma “retomada consciente” dos setores que movimentam a economia, tanto na capital, quanto nos municípios do interior. Dentre as cidades autorizadas para implantar novas medidas de flexibilização da quarentena, está Campinas, que já registrou até agora 56 óbitos por Covid 19.

Atualmente, na fase 2 do plano estadual (que conta com cinco etapas para a reabertura de estabelecimentos fechados pela quarentena), Campinas poderá fazer a abertura “com restrições” do comércio de rua, shoppings, escritórios, serviços imobiliários e concessionárias de veículos já a partir da próxima semana, atendendo às normas previstas no programa, que destaca ainda que se houver um aumento de casos, as cidades poderão recuar das fases que têm 15 dias entre um período e outro.

A mudanças e a pauta da “retomada consciente” da economia levanta polêmica e provoca questionamentos. Para o médico Alex Galoro, Gestor do Grupo Sabin, a reabertura da economia é fundamental para toda a sociedade, mas é preciso cautela. O especialista destaca que ainda existem uma tendência de aumento do índice de transmissão do vírus, e isso pode provocar crescimento do número de casos”, opina o médico.

Galoro ressalta ainda que é momento de ter cautela e pensar no todo. “Sem sombra de dúvidas, este é o momento de ser racional e utilizar dados objetivos, para a tomada de decisões. A adoção de medidas diferentes, de acordo com a incidência de casos e necessidades de cada região, é fundamental, mas o plano, para ter eficácia real, precisa do monitoramento sistemático da pandemia para assegurar uma intervenção imediata e mudanças estratégicas, caso necessário. Não há brechas para falhas, sem a perda de vidas humanas”, afirma.

Além disso, como a flexibilização do isolamento será “gradual” e há diretrizes específicas para cada etapa do Plano São Paulo, é possível que as autoridades da região criem protocolos próprios. “Assim é possível atender as necessidades de cada região de forma mais especifica e diferenciada, e atentar sempre ao número de infectados, a taxa de ocupação de leitos de UTI e os índices de isolamento social”.

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