Senac Franca orienta sobre os principais cuidados com os gastos para manter uma rotina sem dívidas e com rendimentos

Segundo dados da Serasa Experian, o número de consumidores inadimplentes no Brasil chegou a 63 milhões em março de 2019 e registrou recorde desde 2016, quando teve início a série histórica. Isso significa que 40,3% da população adulta do país está com dívidas atrasadas e negativadas. Na comparação com fevereiro, o aumento foi de 3,2%, ou seja, dois milhões a mais de pessoas. Esse recorde impacta, inclusive, no crescimento da economia.

Por faixa etária, ainda segundo a Serasa, a inadimplência é maior nas pessoas de 36 a 40 anos (48,5%), mas os idosos (consumidores com mais de 61 anos) apresentaram a maior alta em março de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Para mudar esse cenário, um dos aspectos é ter planejamento financeiro, com controle total sobre os gastos e as receitas, conforme orienta José Francisco Ribeiro, docente da área de gestão e negócios do Senac Franca.

“A dica mais valiosa ainda é: gaste menos do que ganha. É preciso seguir essa regra com afinco. Economize pelo menos 10% da renda mensal e lembre-se: quanto mais puder economizar, melhor”, destaca o especialista. “Guardar um tanto do salário é ter a consciência de formar um patrimônio. O dinheiro que você poupar, ajudará a ganhar ainda mais dinheiro no futuro e melhorar o padrão de vida.”

José Francisco também é claro em pontuar que é preciso fugir dos juros. “Cheque especial e crédito rotativo de cartão de crédito nem pensar. Caso esteja com dívidas nesses tipos de financiamentos, procure refinanciar com outros agentes financeiros mais baratos, com taxas menores de juros. Negocie sempre. Seja com bancos, seja com credores. Mostre sua boa intenção de pagar e a necessidade de diminuir os juros a uma taxa justa e a mais baixa possível, para que possa honrar seus compromissos.”

Mas, claro, não há uma regra única para todos quando o assunto é poupar. As pessoas são únicas e possuem desejos e necessidades diferentes. “Dessa forma, procure fazer uma reserva financeira, tanto para emergências quanto para aumentar o poder de compra. Quem tem dinheiro em mãos negocia melhor e evita pagar tarifas, anuidades de cartão de crédito ou taxas de administração”, diz o docente do Senac. Inclusive, quando o assunto são compras, o especialista orienta: não tenha vergonha de pedir informações sobre promoções, descontos, opções de pagamentos e tudo mais que possa trazer algum ganho financeiro.

“Convido todos a refletir sobre uma questão importante: a longevidade. Estatísticas mostram que iremos viver até 90 anos, em média. Então pense financeiramente nesse futuro, que inclui plano de saúde, remédios e diversão, entre outros gastos. Você está se preparando para uma vida financeira saudável?”, lembra José Francisco.

Investimentos: como decidir?

Além de controlar os gastos e planejar a rotina econômica pessoal ou familiar, outro ponto importante é economizar e investir. O especialista em finanças ressalta que todo investidor é um poupador, mas o poupador não é necessariamente um investidor. “Poupador é quem faz reservas de valores para no futuro adquirir um bem ou serviço ou atender a uma necessidade, enquanto o investidor, além de reserva financeira, procura ganhos. Essa compreensão é importante.”

Escolher a melhor aplicação financeira passa sempre pelas variáveis: tempo, segurança (risco) e rentabilidade. José Francisco diz que uma aplicação de baixo risco terá baixa rentabilidade, como é o caso da poupança. “Quer uma rentabilidade melhor? Tem que ousar. Ações, por exemplo, são de alto risco. Pode render muito, mas existe a possibilidade de perder capital, inclusive, toda a quantia aplicada. Então, saiba o que está fazendo e, se for o caso, procure ajuda de um profissional.”

Outro ponto a saber é sobre o período que o dinheiro ficará aplicado. Quanto maior o tempo, melhor a rentabilidade. Hoje, segundo o docente do Senac, a aplicação que se apresenta como a mais rentável é a do Tesouro Direto 2045, com rentabilidade acima de 28% ao ano. “Você aplica o dinheiro e deixa até o ano de 2045. É muito tempo, e o risco cresce devido às incertezas da economia ao longo de todos esses anos”, explica o profissional.

Importante: as melhores aplicações para uma pessoa podem não servir para outra, devido a diversos fatores, como idade, tempo de resgate e o valor a ser aplicado. “Os mais jovens tendem a correr mais riscos, por ter uma perspectiva de vida maior e o tempo a seu favor. Em caso de perdas num investimento, terão tempo para recuperar o valor de alguma forma. Já o idoso costuma ser sempre mais cauteloso.”

O recomendável, de acordo com José Francisco, é variar as aplicações entre as diversas opções do mercado e sempre estar muito bem-informado sobre as taxas de juros e da inflação para tomar as melhores decisões.

Serviço:

Senac Franca
Endereço: Rua Alfredo Lopes Pinto, 1.345, Vila Teixeira – Franca/ SP
Informações: www.sp.senac.br/franca

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