* Especialidade que esteve no centro da pandemia de COVID-19 mantém papel estratégico na saúde pública e na prevenção de doenças. - (Foto: Divulgação)
Da febre amarela no início do século 20 à pandemia de COVID-19, o trabalho dos infectologistas tem sido determinante para conter crises sanitárias e orientar políticas de saúde. Celebrado em 11 de abril, o Dia do Infectologista resgata esse protagonismo ao homenagear profissionais que atuam na linha de frente do combate a doenças infecciosas e na defesa da vacinação.
A data faz referência ao médico Emílio Ribas, responsável por mudar o entendimento sobre a transmissão da febre amarela no Brasil. Em um período em que predominava a crença de contágio direto entre pessoas, Ribas demonstrou que o vetor da doença era o mosquito Aedes aegypti. A descoberta teve impacto direto na organização das estratégias de combate à doença e influenciou a dinâmica de desenvolvimento de cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto e São Simão.
Mais de um século depois, a infectologia segue no centro dos principais desafios da saúde pública. Em Ribeirão Preto, a médica pediatra e infectologista Silvia Nunes Szente Fonseca, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), atua há três décadas na área e acompanha de perto a evolução das doenças infecciosas e das estratégias de prevenção.
Com formação em pediatria pela USP e mestrado em doenças infecciosas pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, a especialista construiu sua carreira com foco tanto na assistência quanto na prevenção, incluindo atuação em infecções hospitalares e doenças infecciosas pediátricas.
Para a médica, a vacinação segue como um dos principais pilares da saúde pública. “As vacinas são responsáveis por evitar doenças, reduzir internações e salvar vidas. Quando ampliamos a cobertura vacinal, protegemos não apenas o indivíduo, mas toda a comunidade”, afirma.
A importância da especialidade ficou ainda mais evidente durante a pandemia, quando infectologistas passaram a ocupar espaço central no debate público, orientando protocolos, apoiando hospitais e traduzindo informações científicas para a população. A atuação desses profissionais foi decisiva para reduzir impactos e estruturar respostas em um cenário de alta incerteza.
Segundo Dra. Silvia, a história das epidemias mostra que cada crise sanitária deixa aprendizados importantes. “A infectologia nos ensina que prevenção e informação são tão importantes quanto o tratamento. Investir em ciência e em vacinação é essencial para evitar retrocessos”, diz.
Ao reunir assistência clínica, pesquisa e atuação em saúde coletiva, os infectologistas seguem como peças-chave na proteção da população. Mais do que uma homenagem, o 11 de abril reforça a importância de uma especialidade que continua no centro das decisões que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas.
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