Propósito deixa de ser um diferencial e passa a ser critério básico de escolha para a Geração Z

* Por Pedrinho Casarin. - (Foto: Divulgação)

A Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1997 a 2002, vem provocando uma mudança consistente na forma como o mercado se organiza. Mais do que consumidores, eles atuam como agentes que influenciam posicionamentos, narrativas e decisões estratégicas das marcas. Em um cenário de excesso de informação e acesso facilitado a dados, essa geração passou a adotar critérios mais subjetivos, como valores, identidade e coerência, no momento de escolher onde e como consumir.

Esse movimento já é percebido globalmente. Dados apresentados na National Retail Federation (NRF) em 2025 indicam que o interesse por empresas alinhadas a causas sociais e culturais têm impactado diretamente as estratégias de mercado, reduzindo o protagonismo de fatores tradicionais como preço e promoções. O consumo, nesse contexto, deixa de ser apenas uma transação e passa a refletir posicionamentos individuais. Essa mudança revela uma transformação mais profunda na relação entre marcas e consumidores. A Geração Z desenvolveu uma capacidade mais apurada de identificar inconsistências. Eles cresceram em um ambiente com excesso de informação e conseguem perceber rapidamente quando uma marca não é autêntica ou quando existe uma promessa vazia por trás da comunicação.

Diante deste cenário, três fatores ajudam a explicar por que o propósito passou a ocupar um papel central nas decisões de consumo dessa geração. O primeiro deles é o fato de que o propósito se tornou um verdadeiro filtro de escolha. Diferente de gerações anteriores, que priorizavam aspectos mais objetivos, como preço ou conveniência, os jovens tendem a observar a essência das marcas antes de consumir. A coerência entre discurso e prática se tornou decisiva. Não se trata apenas de vender um produto, mas de representar valores. Marcas que assumem suas causas, que demonstram clareza sobre quem são e que tratam as pessoas de forma mais humana ganham vantagem nesse processo.

Outro ponto relevante é a busca por autenticidade. Negócios que nascem de histórias reais conseguem estabelecer conexões mais profundas, justamente por não dependerem de construções artificiais. A identificação com narrativas verdadeiras fortalece o vínculo emocional com o público. Por fim, a coerência entre discurso e prática aparece como um dos pilares mais importantes para a construção de confiança. Comunicar valores já não é suficiente. É necessário aplicá-los no dia a dia, tanto na relação com clientes quanto na cultura interna das empresas. Para a Geração Z, inconsistências nesse aspecto são rapidamente percebidas e podem comprometer a reputação de uma marca. Além disso, há uma demanda crescente por comunicações mais humanizadas, que priorizem histórias e pessoas reais em vez de discursos excessivamente institucionais.

Apesar de frequentemente ser interpretada como uma geração exigente, essa leitura pode ser limitada.Trata-se de um público que apenas elevou o nível de consciência sobre o consumo. Ao valorizar autenticidade, propósito e responsabilidade, a Geração Z reforça princípios que sempre foram fundamentais, mas que nem sempre foram tratados como prioridade no ambiente de negócios. Nesse contexto, marcas que conseguem alinhar identidade, prática e narrativa tendem não apenas a conquistar esse público, mas também a construir relações mais duradouras e relevantes.

Sobre Pizza do Quintal

Localizada em Pinheiros (SP), a Pizza do Quintal, tem à frente Pedrinho Casarin, que dá continuidade a uma tradição familiar de quatro gerações na arte de fazer pizza. A casa une simplicidade, afeto e autenticidade em receitas que atravessam décadas, com massas leves e crocantes, molhos artesanais e a icônica Muçarela Invertida, marca registrada da casa. Inspirada na essência do Bar do Quintal, a pizzaria oferece uma experiência acolhedora, com o programa “Vinhos à Vontade” e delivery de alta performance.

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