* Dra Silvia Nunes Szente Fonseca, médica pediatra e infectologista e docente da IDOMED. - (Foto: Divulgação)
Vacinação é a principal forma de prevenção e ajuda a evitar a circulação do vírus, reforça especialista
O aumento de casos de sarampo registrado nos Estados Unidos em 2026 voltou a colocar a doença em evidência e reforçou a importância de manter a vacinação em dia. Embora o cenário internacional chame atenção, especialistas destacam que o sarampo é uma doença conhecida, para a qual existe uma forma eficaz de prevenção.
Segundo a médica pediatra e infectologista Sílvia Nunes Szente Fonseca, professora de Medicina do IDOMED (Instituto de Educação Médica), episódios como o observado nos Estados Unidos mostram como a redução da cobertura vacinal pode favorecer a volta da circulação de doenças que estavam controladas.
“O sarampo é altamente transmissível, mas temos uma ferramenta muito eficiente para preveni-lo, que é a vacinação. Por isso, mais importante do que gerar preocupação é aproveitar esse momento para verificar a caderneta de vacinação de crianças, adolescentes e adultos e atualizar eventuais doses em atraso”, afirma.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções respiratórias eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, coriza, irritação nos olhos e o aparecimento de manchas avermelhadas na pele.
Apesar de muitas pessoas apresentarem boa evolução, a doença pode causar complicações, sobretudo em crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Diante de sintomas compatíveis, especialmente quando houver histórico de contato com alguém diagnosticado ou de viagem para locais com circulação do vírus, a recomendação é procurar atendimento de saúde.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacina contra o sarampo faz parte do calendário de imunização e também protege contra outras doenças, como caxumba e rubéola. O número de doses recomendado varia conforme a idade e o histórico vacinal de cada pessoa.
Dra Sílvia explica que manter uma cobertura vacinal elevada protege não apenas quem recebe a vacina, mas também contribui para reduzir a circulação do vírus na comunidade.
“Quando muitas pessoas estão protegidas, o vírus encontra mais dificuldade para circular. Isso é especialmente importante para quem ainda não pode receber determinadas vacinas ou possui alguma contraindicação. A vacinação é uma medida de proteção individual e coletiva”, destaca.
Quem não sabe se recebeu todas as doses recomendadas deve procurar uma unidade de saúde com a caderneta de vacinação, quando disponível, para verificar a necessidade de atualização.
“Não é um cenário que deve ser tratado com medo. Temos conhecimento sobre a doença, sabemos como identificá-la e, principalmente, sabemos como preveni-la. Manter a vacinação em dia continua sendo a medida mais importante para evitar novos casos e surtos”, conclui a professora.
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