Novo recorde da poupança: especialista alerta que há melhores investimentos disponíveis

Rendimentos da poupança atualmente perdem para a inflação, o que reforça a necessidade de buscar por investimentos mais rentáveis

Eliseu Hernandez – (Foto: Divulgação)

O Banco Central divulgou na última segunda-feira (6), que a poupança teve entrada líquida (mais depósitos do que retiradas) recorde no mês de março, de R$ 12,169 bilhões. O movimento pode ter sido reflexo do pânico gerado por conta das constantes quedas da Bolsa de Valores, também em março, devido à pandemia de coronavírus. Porém, especialistas afirmam que os investidores devem fugir da poupança e que há vários outros investimentos seguros e mais rentáveis.

“O brasileiro ainda tem essa cultura da poupança, mas precisamos mostrar que essa não é a melhor opção para quem busca rendimentos seguros”, explica Eliseu Hernandez, economista e assessor de investimentos da BlueTrade, uma das cinco maiores operações da XP Investimentos.

Com a Selic inferior a 8,5%, por lei a remuneração da poupança passa a ser de 70% da Selic, acrescida da Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada. Isso faz com que os rendimentos da poupança hoje, com a taxa básica de juros a 3,75%, sejam de 2,625% em 12 meses. “Com a inflação girando em torno de 3%, isso quer dizer que a poupança rende menos do que a inflação, ou seja, você está perdendo dinheiro ”, comenta Hernandez.

Dentre os investimentos seguros e mais rentáveis do que a poupança, o assessor recomenda, por exemplo, o Tesouro Selic, que tem remuneração de 3,75% ao ano e alta liquidez, ou seja, pode ser resgatado rapidamente caso seja necessário, sem perdas de rendimento. “É uma boa opção principalmente para reservas de emergência. Já quem pode deixar o dinheiro rendendo por mais tempo, o indicado é optar pelos tesouros IPCA+ ou Prefixado.”

Sobre os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) oferecidos pelos bancos, Hernandez lembra que para serem interessantes, eles precisam render ao menos 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que trata-se de uma taxa que lastreia as operações entre os bancos. “Nestes casos, fique atento à liquidez do investimento e se a instituição bancária que o oferece é confiável”, afirma.

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