Prédio da antiga Unesp é isolado e será reformado

Preocupada com a segurança das pessoas que transitam pelo Centro da cidade, a Prefeitura de Franca acionou o Estado para que atue sobre o prédio da antiga Unesp (Universidade Estadual Paulista). Partes da marquise da construção histórica já despencaram sobre a calçada, colocando em risco a vida de quem passa por lá. Após mais uma intervenção da Administração Municipal, o Governo do Estado se comprometeu a reformar a edificação. Calçadas já foram interditadas.

Em 2017, a pedido do prefeito Gilson de Souza, o secretário de Esporte, Arte, Cultura e Lazer, Elson Bonifácio, acionou o Estado para que as devidas providências fossem tomadas. Segundo ele, como o prédio pertence à Unesp e está cedido ao Estado, a situação se arrastou até a semana passada, quando em uma reunião com o novo Governo, um plano de ação foi traçado.

Na semana passada, o chefe de Gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Marcelo Sacenco Asquino, ratificou o que ficou definido na reunião entre o Governo Estadual, Prefeitura, Unesp e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

Logo em seguida, a Prefeitura interditou as calçadas onde o prédio representa risco para quem por lá transita. “As áreas comprometidas são os beirais e calhas da capela e do terceiro andar, na confluência da rua Major Claudiano com a Dr. Alcindo Ribeiro Conrado, numa linha de cerca de 50 metros de um lado e de outro”, disse Boni.

Antes das reformas propriamente ditas será instalado um embandejamento – instalação de estrutura provisória com elementos em madeira e telas de nylon contra queda de materiais, que permitem a passagem de pessoas sem risco, mesmo durante as obras. Esse embandejamento foi prometido para 90 dias, em função da necessidade de procedimentos licitatórios.

Segundo o secretário municipal, “as reformas deverão ser iniciadas assim que for feito um levantamento técnico e especializado do qual resultará um termo de referência para licitar retirada de beirais e calhas comprometidas bem como a sua substituição”.

Boni explica que serão necessários estudos de alocação de espaços e outras reformas, inclusive na fachada, que é tombada. “Serão necessários projetos de restauro, readequação de uso, manutenção de janelas em caixilhos de madeira e vidraças, bem como pintura.”

 

Foto: Divulgação

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