Projeto torna mais dinâmicas as aulas de Biologia em escola de Franca

Pesquisas, práticas laboratoriais, visitas a estabelecimentos de saúde, entre outras atividades, fizeram parte do Projeto “Prioridade Vida”, finalista do Prêmio Professor Transformador na categoria Ensino Médio

Professor Henrique Pereira, que leciona na Escola Estadual Ângelo Scarabucci, de Franca (SP)

Ir além do conteúdo disponibilizado nos materiais didáticos de Biologia e encontrar formas de tornar mais atrativas as aulas da disciplina. Foram os desafios assumidos pelo Professor Henrique Pereira, que leciona na Escola Estadual Ângelo Scarabucci, de Franca (SP). O educador está entre os finalistas do Prêmio Professor Transformador na categoria Ensino Médio, com o Projeto “Prioridade Vida: Metodologias ativas no estudo do corpo humano”.

O projeto ultrapassou os limites da sala de aula e fez o estudo da Biologia ter mais sentido para os alunos. Na entrevista a seguir, o Professor Henrique comenta um pouco de sua experiência. O vídeo completo sobre a iniciativa pode ser conferido no site da Base2Edu, organizadora do Prêmio Professor Transformador, ou em seu canal no Youtube.

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?

Sou biólogo de formação e, ao longo de minha trajetória profissional, nunca havia passado pela minha cabeça ser professor. Até que, há seis anos, surgiu a oportunidade de lecionar e entendi que essa deveria ser uma forma de fazer a diferença na vida dos meus alunos.

Foi com esse pensamento que desenvolvemos o projeto “Prioridade Vida”, com o objetivo de promover uma compreensão significativa de aspectos relacionados à anatomia e fisiologia do corpo humano, de modo que os alunos pudessem colocar em prática tudo aquilo que estavam estudando. Outro objetivo foi colocá-los como protagonistas de suas ações na busca pela própria qualidade de vida, contribuindo assim para o autoconhecimento e autocuidado, que inclusive estão entre as competências da BNCC.

Quais foram as principais atividades realizadas no decorrer do projeto?

Para desenvolver o projeto, nós utilizamos algumas estratégias tradicionais alinhadas a algumas metodologias ativas. O intuito era fazer com que os alunos construíssem o próprio conhecimento.

Entre as atividades realizadas, podemos destacar: o dicionário conceitual ilustrado construído pelos alunos; a utilização de um quebra-cabeça do corpo humano, com peças feitas de papelão; a confecção de estruturas e órgãos em tecido, para serem acopladas a uma camisa contendo velcro; e ainda,, a prática laboratorial com a dissecação de órgãos suínos.

O projeto contemplou ainda a multiplicação desses conhecimentos por meio das redes sociais, aplicativos de mensagens e também em visitas a estabelecimentos comerciais e postos de saúde.

E quais são os principais resultados observados até o momento?

O empenho, dedicação e responsabilidade dos alunos com as atividades do projeto foram, sem dúvida, os principais resultados. Tudo isso mostrou que eles passaram por uma evolução significativa, levando em conta, claro, os diferentes ritmos de aprendizagem de cada um.

Ao final do projeto, quando apresentamos um vídeo com os registros de todo o processo, foi emocionante ver a emoção dos alunos, a felicidade deles por todo o caminho percorrido. Então, é sinal de que valeu a pena; é sinal de que transformou a vida desses jovens.

Considerando a BNCC, o projeto trabalhou quais habilidades e competências?

Com relação às Competências Gerais da BNCC, o projeto teve como base o “Autoconhecimento e o Autocuidado”, pois promoveu atividades com o intuito de possibilitar aos alunos uma maior compreensão do funcionamento do próprio corpo, refletindo sobre suas escolhas na busca pela sua saúde física e emocional.

Além disso, vale destacar outras Competências Gerais da BNCC desenvolvidas, tais como: “Pensamento Científico, Crítico e Criativo”, uma vez que, através de metodologias ativas, os alunos foram instigados a investigar aspectos relacionados com a anatomia e fisiologia do corpo humano, sendo estimulados a adotarem uma postura crítica e reflexiva sobre os desafios propostos; “Responsabilidade e Cidadania” e “Comunicação”, através do compromisso dos alunos de assumirem seu papel como protagonistas de seu processo de aprendizagem ao decorrer do projeto, sendo responsáveis por compartilharem com a comunidade escolar as informações e experiências adquiridas ao longo de todo o trabalho, de forma clara, acessível e mediante o uso de diferentes linguagens.

Sobre o Prêmio Professor Transformador

O Prêmio Professor Transformador foi lançado com o objetivo de destacar projetos inovadores desenvolvidos por professores da Educação Básica de todo o País, alinhados com as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Os 12 projetos finalistas estão distribuídos em quatro categorias, que correspondem às etapas do Ciclo Básico da Educação no Brasil: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

A classificação final dos projetos em cada categoria será anunciada durante a Bett Educar, considerada a maior feira de Educação e Tecnologia da América Latina. O evento está com a sua realização adiada em 2020, por conta do avanço da pandemia da Covid-19. Tão logo seja possível, a organização anunciará uma nova data.

Os segundos e terceiros colocados em cada categoria do Prêmio Professor Transformador irão receber R﹩ 2.5 mil e a oportunidade para apresentar suas iniciativas na edição 2020 da Bett Educar. Já os primeiros colocados de cada categoria receberão prêmios de R﹩ 7 mil, além de uma viagem para participar da Bett Educar 2021 em Londres, Inglaterra.

O Prêmio Professor Transformador é organizado em conjunto pela Base2Edu, rede que conecta e fortalece profissionais e iniciativas voltadas à transformação da Educação; e pela organização da Bett Educar, maior evento de educação e tecnologia da América Latina.

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