* (Fotos: Divulgação)
O Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel promoveu uma experiência cultural e formativa com a participação da comunicadora indígena Luciene Kaxinawá, reunindo colaboradores do hotel e integrantes da comunidade local em torno de um propósito comum: ampliar o diálogo, valorizar saberes ancestrais e fortalecer a presença indígena em diferentes espaços da sociedade.
Localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, o hotel proporcionou um ambiente simbólico para a realização de encontros que destacaram a presença histórica e cultural dos povos indígenas na região. Durante sua participação, Luciene conduziu conversas com equipes de diversas áreas do hotel — incluindo Recursos Humanos, Recepção, Alimentos & Bebidas, ESG, Comercial, Spa, Gerência Geral, Comunicação e Marketing — promovendo reflexões sobre linguagem, representatividade e inclusão no mercado de trabalho. Entre os temas abordados, destacou-se a importância do uso adequado de termos como “povo” e “etnia” em substituição a expressões estereotipadas, e os desafios enfrentados por profissionais indígenas em suas trajetórias.
Atualmente, a comunicadora atua como Coordenadora de Projetos Especiais do Amazônia Vox e como Coordenadora da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas, que reúne cerca de 80 membros em todo o país. O coletivo se autodenomina “indígenas jornalistas”, reforçando que a identidade vem antes da profissão. Nesse contexto, destaca-se também a diferença entre o indígena comunicador, que possui técnicas e experiência oriundas das bases, sendo reconhecido por sua atuação, e o indígena jornalista, que, além dessa vivência, possui formação acadêmica na área.
Luciene também compartilhou sua trajetória pioneira no jornalismo televisivo, ampliando a reflexão sobre a presença indígena para além de estereótipos, evidenciando a atuação desses profissionais em campos como comunicação, ciência, saúde e artes.
A experiência se estendeu ao território do povo Avá Guarani, no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, onde Luciene promoveu um rico intercâmbio com crianças, jovens e educadores por meio de uma roda de conversa em ambiente escolar, voltada à inspiração e à troca de experiências. Na ocasião, ministrou a oficina “Saberes do Brincar Ancestral”, parte de um módulo formativo da IPA Brasil (Associação Brasileira Pelo Direito de Brincar e à Cultura), que propõe reflexões sobre a importância do cuidado e do respeito à cultura indígena, evidenciando como muitas brincadeiras contemporâneas têm origem na ancestralidade. A atividade também destacou como, por meio do brincar e da oralidade, ocorre a transmissão de ensinamentos que mantêm vivos os costumes e tradições dos povos indígenas.
“Foi minha primeira vez em Foz do Iguaçu e foi uma oportunidade de trocar experiências e inspirar a juventude. Fiquei surpresa, pois antes da minha chegada os alunos haviam feito um trabalho sobre a minha trajetória profissional, o que me deixou muito feliz. No hotel, pude dialogar com colaboradores sobre cultura indígena, mercado de trabalho e a importância de ampliar a presença indígena em diferentes profissões”, afirma Luciene.
Além das ações educativas e culturais, a convidada destacou a relevância da conexão entre os povos indígenas e o território do Iguaçu, ressaltando como essa relação contribui para o pertencimento e para a preservação da identidade regional.
A iniciativa reforça um movimento mais amplo do Hotel das Cataratas de atuar como um elo cultural, onde experiências como gastronomia, artesanato e bem-estar ganham novas camadas de significado ao serem conectadas às suas origens e às pessoas que as representam. Nesse contexto, o luxo se traduz não apenas na excelência do serviço, mas na autenticidade das histórias, no respeito às origens e na valorização de quem tem lugar de fala.
A ação dialoga com movimentos culturais mais amplos na região, como a XXV Semana Cultural Indígena do povo Avá-Guarani, que acontece de 15 a 17 de abril, no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo. O encontro celebra os saberes ancestrais por meio de apresentações culturais, danças, culinária típica, pintura corporal, práticas tradicionais e exposição de artesanato indígena.
Como reconhecimento dessa aproximação, o Gerente Geral do hotel, Pedro Perestrelo, e a assistente de ESG, Rafaela Farias, foram convidados pela comunidade a integrar a mesa de honra na cerimônia de abertura do evento.
Aberta à toda a comunidade, a programação inclui ainda atividades educativas e vivências voltadas à valorização da cultura e da identidade dos povos originários. Para mais informações e agendamentos, o público pode entrar em contato pelos telefones (45) 99802-6602 ou (45) 98825-9777.
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SOBRE A BELMOND
Belmond nasceu da paixão por conectar viajantes exigentes às propriedades, destinos e jornadas mais notáveis do mundo. De hotéis e trens a cruzeiros fluviais e lodges de safári, o conceito de Slow Luxury da Belmond convida os hóspedes a descobrir um novo ritmo de viagem, saboreando o tempo, envolvendo-se com a cultura local e conectando-se com a natureza e as pessoas ao redor por meio de experiências incomparáveis e histórias inesquecíveis. Com um legado que se estende por mais de 50 anos, desde a aquisição do Hotel Cipriani em Veneza em 1976, a Belmond cresceu e se tornou uma coleção global de 43 propriedades espalhadas por 24 países e territórios. Destinos excepcionais conectados por jornadas lendárias são a verdadeira alma da Belmond, onde o caminho até um lugar é tão importante quanto o próprio destino. Pioneira do slow travel, a Belmond opera o Venice Simplon-Orient-Express desde 1982. Posteriormente, expandiu-se para incluir resorts de praia intocados, como o Maroma na Riviera Maya; refúgios históricos como a Villa San Michele nas colinas florentinas; ícones urbanos como o Copacabana Palace no Rio de Janeiro; e portas de entrada para patrimônios mundiais da UNESCO, como o Hotel das Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu. Como orgulhosa guardiã de propriedades históricas, a Belmond está comprometida em construir sobre o passado para criar um novo legado: a herança do futuro. Trabalhando com comunidades e talentos locais, juntamente com alguns dos chefs, designers e artistas mais respeitados do mundo, a Belmond continua sua missão de perpetuar a lendária arte de viajar. Desde 2019, a Belmond faz parte do principal grupo de luxo do mundo, a LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton).
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